“Marco para o desenvolvimento sustentável”, Parque da Lagoa do Perequê começa a sair do papel

Empresa responsável pela obra já iniciou os trabalhos de desassoreamento

Na segunda-feira da outra semana (17), a administração municipal realizou um ato para sinalizar o começo das obras de revitalização do entorno e despoluição da Lagoa do Perequê, com vistas à efetivação do Parque Natural da Lagoa do Perequê. O maquinário necessário para a realização dos trabalhos já está sendo depositado no local e a previsão é de que, nos próximos dias, a dragagem da lagoa tenha, de fato, início.

“Esse é um marco para o desenvolvimento sustentável, econômico e turístico de Porto Belo”, assinalou, em sua conta no Facebook, o vereador Diogo Santos (MDB), que representou a Câmara de Vereadores na solenidade inaugural (que também contou com a presença, da parte do Legislativo, de Joel Lucinda e Bento Voltolini). Com quase 63 mil metros quadrados, o parque foi criado por decreto em outubro de 2015, após ações na Justiça e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre a municipalidade, o Ministério Público Federal (MPF) e proprietários de imóveis no entorno da lagoa resultarem na aquisição da área pela Prefeitura.

No mesmo ano, o parque ganhou o nome de Gentil Joaquim Mendes Filho e, em outubro de 2018, um conselho gestor. Também em 2018, um novo acordo com o MPF determinou que a empresa ABC Empreendimentos realizasse a despoluição e desassoreamento da lagoa e a construção dos equipamentos necessários à efetivação do parque em contrapartida à execução de um empreendimento imobiliário nas proximidades da unidade ambiental. De acordo com Ana Paula Bunn, presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Famap), órgão que intermediou as tratativas, a obra deverá estar concluída até o final do ano.

Assim como Diogo, Ana acredita que o parque será um marco ambiental: “Hoje, a área não é utilizada, ninguém consegue admirá-la. Com as ações de melhoria, realmente vai ser um local de convivência para os munícipes e visitantes, um lugar agradável, onde as escolas poderão realizar ações de educação ambiental”, prevê.

Entre as melhorias programadas, estão a construção de passarelas, áreas de lazer, da nova sede da Famap e de um museu. Segundo José Olmiro de Azevedo, procurador jurídico da Famap, o investimento do setor privado será de R$ 3,6 milhões. “Vai se transformar em um novo atrativo turístico e uma fonte de receita, além de que seremos o único município da Costa Esmeralda com um parque natural efetivamente implantado”, afirma.

Texto e foto: Assessoria Câmara PB