SNJ oferece EAD de gestão financeira para jovens

Câmara obteve cota de vagas de curso gratuito ministrado pelo Banco Central. Abertura de turma deve ocorrer na próxima semana

Em tempos de crise econômica, saber como gerir o que vai no bolso é essencial. O problema é que nem todo jovem se dá bem com planilhas e acaba, muitas vezes, ficando no vermelho. Para ajudar a educar financeiramente esse público, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), através de sua Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), firmou parceria com o Banco Central (BC) e lançou um curso de gestão de finanças pessoais (GFP). As aulas são ministradas no formato de ensino a distância (EAD) e não custam nada. Em Porto Belo, a Câmara Municipal se mobilizou para disponibilizar vagas para a população local.

A iniciativa é do vereador Diogo Santos (MDB), que em meados de agosto esteve em Brasília e, entre uma agenda e outra, bateu à porta da SNJ com o objetivo de conhecer os programas tocados pela pasta. Acompanhado pelo diretor técnico da Fundação Municipal de Esportes (FME) Patrick Euclides da Silva e pelo diretor de Tributos e Arrecadação da Secretaria da Fazenda, Rodrigo Carlos Borba, o parlamentar acabou, inadvertidamente, realizando um desbravamento: foi a primeira vez que políticos portobelenses pisaram na Secretaria, criada em 2005.

Lá, o vereador manifestou interesse pelo Espaço 4.0, programa federal de capacitação profissional de jovens, e soube do curso EAD. O primeiro envolve custos que ao Legislativo não compete ordenar; já o curso é de aplicação imediata e custo zero, o que fez Diogo oficiar o órgão para incluir Porto Belo no programa. A razão é que, no seu modo de ver, essa matéria impacta um público que não se interessa muito em exercer controle sobre os próprios ganhos. A juventude, observa Diogo – cuja formação é em administração de empresas –, ingressa no mercado de trabalho sem ter um mínimo entendimento sobre como gastar e o quanto poupar. Não por acaso, o Brasil possui um contingente de endividados de 63 milhões (40,3% da população adulta do país). Também por isso a educação financeira passará a integrar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e será matéria obrigatória em disciplinas do ensino infantil e fundamental a partir do ano que vem.

O curso ofertado pela SNJ tem duração de 30 dias (contados a partir do ato de inscrição) e carga horária de 20 horas. Os temas a serem abordados são, em linhas gerais, a nossa relação com o dinheiro, orçamento pessoal ou familiar, crédito e endividamento, consumo planejado, poupança e investimento. Para assistir às aulas basta ter computador e acesso à internet. Como nem todo mundo possui esses recursos, Diogo cogita alinhavar parceria do Legislativo com o Executivo para disponibilizar grupos de estudos em órgãos públicos. “É um curso básico, mas bastante importante”, avalia, antecipando que a Câmara deverá realizar o lançamento da iniciativa e o chamamento dos interessados para abertura de turma na próxima semana. Vale destacar que, ao final, o estudante receberá um certificado emitido pelo Banco Central.

O município que quiser oferecer o curso pode obter informações através do e-mail ead.snj@mdh.gov.br.

(ALCIDES MAFRA/ASSESSORIA CÂMARA PB)