Umbandistas pedem que Câmara institua dias de Iemanjá e da Umbanda

Coordenador de entidade ligada aos cultos afro-brasileiros usa Tribuna Livre para pedir que município adote datas festivas da religião

Na sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (25), o coordenador regional da Federação da União dos Cultos Afro-brasileiros (Fuca), José Aparecido Felix, utilizou a tribuna para pedir aos vereadores que encaminhem projeto de lei ao Executivo instituindo a celebração no município de datas festivas relacionadas ao culto da Umbanda.

Acompanhado por quase 40 praticantes dessa que é considerada a única manifestação religiosa 100% brasileira (foi criada em 1908 em São Gonçalo, no Rio de Janeiro), o representante da instituição com sede em Jaraguá do Sul solicitou que seja oficializado em Porto Belo o Dia Municipal de Iemanjá (2 de fevereiro) e o Dia Municipal da Umbanda (15 de novembro).

Felix informou que, de acordo com levantamento feito por sua entidade, existem na cidade 36 casas de religiões de matriz africana. Na região, são mais de 1.500. Ele argumenta que, além de ir ao encontro de um preceito constitucional – cujo texto da Carta Magna prevê, em seu artigo 5°, o livre exercício de culto – a criação de tais datas poderia fomentar o turismo religioso do município: “Os adeptos dessas religiões das cidades de entorno deixam de festejar as suas atividades aqui para ir nos municípios vizinhos porque não tem uma lei que o ampare”, afirma.

Em suas falas na tribuna, alguns parlamentares se manifestaram favoráveis ao pedido feito pelos umbandistas. Entre eles, os vereadores Diogo Santos, Jonas Raulino (MDB), Silvana Stadler (PTB) e Rosaura Rodrigues (PT).

Foto e texto: Alcides Mafra/Assessoria Câmara PB